sexta-feira, 13 de novembro de 2009

INTP - "Architect". Greatest precision in thought and language. Can readily discern contradictions and inconsistencies. The world exists primarily to be understood. 3.3% of total population.
Free Jung Personality Test (similar to Myers-Briggs/MBTI)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tristeza

Uma vez o poeta disse "tô por aí, preciso andar/(...) Sorrir pra não chorar". O próprio título da poesia já diz acerca dessa confusão mental que rodeia a mente humana: "Preciso me encontrar".

Aquela dorzinha dentro do seu peito que não quer sair. Sensação de perdas, sendo que a principal delas é a da razão. Sentir-se só.

Você sente que está fazendo tudo errado. E realmente estaria?


Talvez.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sinos chineses

Os sinos chineses tocavam
No cantinho da paisagem mineira
Eles tocavam tanto um som
Quanto uma esperança que estava se perdendo
Não mais acreditava no amor
Não mais acreditava nos sinos
Queria sumir para bem longe
Por mais que a paisagem lhe acolhesse
Não mais queria ouvir
As falsas promessas dos sinos chineses
(Seria talvez por que eles não estavam lá, mas sim aqui?)
Queria sentir os seus badalares
Vindos diretamente do seu lugar de origem
Por mais que a paisagem mineira seja bela
Seu desejo era ouvir um sino verdadeiramente chinês
Em uma paisagem chinesa
Mas o sino não era chinês?
Sim, porém, era como não se fosse
Queria ouvi-lo de perto, de perto, de perto
Em seu contexto...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A idiotice

Pra que ficar sério? Por que fazer piadas necessariamente "inteligentes"? Ora, o que seria do mundo sem a espontaneidade da idiotice (falo da idiotice "consciente", aquela quando você conta a piada do lisossomos ou fala qualquer besteira -boa- sem pensar)?
Ontem mesmo eu escrevi sobre o mau humor. Hoje eu falo de algo que, muitas vezes, seja o motivo para que ele se desponte, ou piore.
Essa coisa de forçação de barra, pseudismos e afins, têm corrompido um pouco a essência do inocente. Usar demais o racional também estraga um pouco o verdadeiro sentir das coisas. Ser infantil (no bom sentido da palavra) não mata ninguém, muito pelo contrário, nos faz mais soltos e descolados da aparente rigidez que ronda a cara e o jeito das pessoas. Todos nós possuímos as idades que passamos até então, dentro da gente.

É, chutar o balde de vez enquando, desta maneira, não faz mal a ninguém.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mau humor

Cara de bunda, olhos soltando faíscas para tudo que é lado. Nessa hora, o seu melhor melhor amigo é o cigarro, a solidão, a bebida, a cusparada que você acabou de jorrar no chão e permaneceu olhando para ela. O mundo não é mais seu. Você se sente completamente exterior a ele. Por mais que pense que tudo vai dar errado, o limite para o mau humorado é o céu, justamente por ele não se sentir delineado pelo postiço sorriso de "bom dia" e pelas simples cerimônias que adornam a nossa rotina. É, ninguém gosta de estar na mira de um mal-humorado. Não, mesmo. Nem eu, apesar de minha peculiaridade ser o mau humor.

O desejo maior nessas horas é de sumir, encontrar um lugar para se acomodar e pensar, ou não pensar, o que acaba sendo melhor. Gera menos stress. E esse stress vem seguido de tristeza, daquelas muito doloridas... Quando você se priva do ensejo de não pensar, todos os conflitos que ocorrem no peito vêm à tona e é inevitável que as lágrimas desçam. Isso tem nome: consciência pesada.


Diante desse sentimento, que é cada vez mais comum em locais muito agitados, onde a pressa deve ser a amiga da perfeição, uma das únicas coisas que você pode fazer é se dar "ao luxo" de matar algo que é intrínseco a sua responsabilidade. É um clichê dizer isso? Talvez, e mesmo se o for, que se foda. Acredito que essa seja uma das maneiras de tentar solucionar a complexa equação do mau humor. Mas lembre-se: não vá esquentar a cabeça depois. Afinal, as águas que já passaram pela pedra jamais serão as mesmas.

Epifânio Plasmático, o cavalo sonhador

Epifânio Plasmático estava sentado em sua velha poltrona feita de ossos de primatas. Seu porco de estimação, Mephistópheles, estava tirando a poeira dos móveis quando seu patrão o chamou:
- O que temos para comer hoje, Mephistópheles?
- Intestino delgado humano e orelha de macaco albino.
- Mas que porcaria, Mephistópheles!
- É a única coisa que temos, senhor.
- Então tudo bem. Sirva e vamos comer.
Mephistópheles serviu o jantar e ambos se sentaram à mesa.
- O que aquele filho de uma puta pensa que somos?
- Já mandei o matar, senhor, como pediu.
- Mesmo?
- Ora, estamos comendo o seu intestino delgado.
- Ah! Você merece um aumento no seu salário!
- Obrigado, senhor... Deveras, perdoe-me o mau comentário, mas acho que já estava na hora... Enfim, este era um dos únicos humanos que restaram aqui na Terra. Ainda há alguns comendo a pastagem.
- Pois alimente-os bem! Quero-os gordos e fortes. A propósito, o que o humano Edgard tem feito enquanto não come?
- Eu o peguei escrevendo na parede como um louco. Fui ler e lá havia uma tentativa de formulação revolucionária. Decerto, aquele inepto será castrado e degolado em breve. Ele sabe que a raça humana está praticamente extinta. Como pode um humano tentar instaurar uma revolução dentro do nosso estabelecimento?
- Rá! Não o mate, Mephistópheles! Este terá um fim cruel. Aguarde. Vou arquitetá-lo com muito cuidado... E não faça nada sem que eu mande.
- Acho que ele anda nos subestimando, meu caro Epifânio... As incrições na parede estavam sendo feitas em sua língua natal, o inglês. Edgard pensa que, só porque tal língua desaparecera há sete séculos, não temos mais conhecimento da mesma.
- E você conseguiu captar a ideia central de suas inscrições, Mephistópheles? Digo, o ponto de inpiração dela.
- De acordo com o meu pouco conhecimento sobre a política dos humanos, senhor, as inscrições traziam um teor neoliberalista, misturando algumas ideias marxistas.
- Não me zombe! Karl Marx? Se o neoliberalismo já é praticamente pré-histórico, que dirá do marxismo!
- Foi o que concluí, senhor.
- E você chegou a ver alguns humanos reunidos com ele?
- Não senhor. Me parece que ele ainda estava arquitetando a insurreição para poder convocar os seus colegas de pasto.
Epifânio levanta-se vorazmente de sua cadeira e bate com toda a sua força na mesa, gritando:
- MATE-O AGORA!
- Mas senhor, não queria um tempo para pensar em uma morte merecida para esse primatinha de merda?
- Não há mais tempo. Ele está tentando implantar um regime para nos dominar.
- Sim senhor.
Mephistópheles foi com uma corda, uma pedra e uma faca para o pasto. Chegando lá, Edgard estava ajoelhado e lendo manifestos políticos de seu tempo.
- Levante, seu humano imundo.
Edgard se levantou imediatamente. Assustado, largou o livro no chão e logo depois deitou o seu corpo gordo e nu na grama fria do inverno.
Mephistópheles cravou-lhe certeiramente o coração e depois subiu a faca até a sua boca. Arrancou-lhe a cabeça e os olhos com uma incrível destreza e disse em humanês aos companheiros de pasto de Edgard:
- Que isso lhes sirva de lição. O próximo que for pego lendo qualquer porcaria de sua época, será punido com uma morte nada generosa.
O porco pegou a cabeça de Edgard e a levou até a casa de seu patrão.

Moedor de ego

 Apenas um sonho moedor de ego Pensou que passaria incólume? moedor de ego Aqui, mais um dia, desabafando na máquina de escrita moedor de eg...